“Ouzarão vir furtar descaradamente, e buscar novos companheiros, quando ouzavão até pôr fogo ás Cazas”: escravizados em fuga na vila de São José de Macapá

"They dared to shamelessly steal and seek new companions, when they dared to even set fire to houses": enslaved on the run in the village of São José de Macapá

  • Bruno Rafael Machado Nascimento Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED-AP)

Resumo

Este artigo tem como objetivo compreender e explicar as fugas de africanos escravizados na fronteira setentrional amazônica (atualmente Estado do Amapá) durante a segunda metade do século XVIII. Utilizou-se documentos transcritos do arquivo público do Pará e do arquivo histórico ultramarino para identificar as táticas de sobrevivência dos trabalhadores negros que viviam na vila de São José de Macapá e os que trabalharam na construção da fortaleza de São José. Percebeu-se que os fugidos criaram várias estratégias para fugir e se manterem em proteção nos mocambos. A principal rota de fuga foi direcionada para o rio Araguari por dois fatores principais: a geografia composta por florestas e rios, bem como, o território era disputado entre Portugal e França o que gerava pouco controle na região em litígio.

Palavras-chave: Africanos. Escravizados. Fugas. Macapá. Quilombos.

Biografia do Autor

Bruno Rafael Machado Nascimento, Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED-AP)

Mestre profissional em Ensino de História pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP); professor da Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED-AP).

Publicado
2020-10-20
Como Citar
Nascimento, B. R. (2020). “Ouzarão vir furtar descaradamente, e buscar novos companheiros, quando ouzavão até pôr fogo ás Cazas”: escravizados em fuga na vila de São José de Macapá. Revista De História Da UEG, 9(2), e922024. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/10553