O Belo Sertão e os dizeres da convivência em certezas ventiladas de cores, sons e poesia

The beautiful sertão and the words of acquaintance in ventilated certainties of colors, sounds and poetry

  • Almair Morais de Sá Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar a construção discursiva do Sertão/Semiárido nos enunciados da convivência presentes na literatura de cordel e na música. As fontes analisadas foram: os cordéis produzidos pela Articulação no Semiárido (ASA), no período 2003-2004; os cordéis produzidos pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA), no período 2008-2011; e o CD “Belo Sertão: A convivência com o Semiárido através da música”, cujo lançamento ocorreu em 2006. Verificou-se que, em oposição ao discurso da seca, os enunciados da convivência instituem um belo sertão. Essa operação discursiva torna o Semiárido identificável a partir de imagens e textos que acentuam as belezas e riquezas naturais de um espaço; a força, a inteligência e a expressão cultural de um povo. Enquanto estratégia política, trata-se de instaurar uma nova ordem discursiva para ancorar olhares e interpretações, para servir de fundamento ao que se diz sobre o Semiárido, bem como ao reconhecimento de sua identidade.

Palavras-chave: Sertão. Semiárido. Convivência. Cordel. Música.

Biografia do Autor

Almair Morais de Sá, Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Doutorando em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  

Publicado
2020-07-27
Como Citar
Sá, A. (2020). O Belo Sertão e os dizeres da convivência em certezas ventiladas de cores, sons e poesia. Revista De História Da UEG, 9(2), e922014. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/10196