Sombras da “morte de Deus” no terceiro milênio: Nietzsche e o fundamentalismo
Mots-clés :
Niilismo, fundamentalismo, pathos da distânciaRésumé
Muito embora Friedrich Nietzsche nunca tenha teorizado diretamente sobre o fundamentalismo, seu diagnóstico do fenômeno de depreciação das principais crenças e valores que até então sustentavam a visão de mundo ocidental ― sintetizado na sentença “Deus está morto!” ― parece oferecer condições para o desenvolvimento de uma interpretação e avaliação da emergência de doutrinas fundamentalistas dos mais variados matizes na atualidade. Este trabalho se propõe a perseguir esta vereda interpretativa buscando compreender o fundamentalismo como uma reação tardia e desesperada que quer a qualquer custo barrar o avanço da dessacralização dos “ídolos” que anteriormente ofereciam sustentação à estrutura do direito, da política, da cultura, da filosofia e das principais instituições das sociedades ocidentais. Todavia, do mesmo modo como as reflexões de Nietzsche sobre o niilismo não tencionavam somente diagnosticar este fenômeno global, mas almejavam também a sua superação, acreditamos ser possível haurir elementos nos seus escritos de maturidade que permitam estruturar uma resposta para a presente pandemia de fanatismos que assola de maneira implacável o mundo contemporâneo. As linhas gerais daquilo que entendemos como uma possível resposta nietzscheana ao fundamentalismo se estruturam a partir da combinação de uma passagem do §53 d’O Anticristo juntamente com as reflexões deste pensador sobre o pathos da distância e de sua valorização do conflito.Téléchargements
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Publiée
2013-12-10
Numéro
Rubrique
Autor Convidado
Comment citer
Sombras da “morte de Deus” no terceiro milênio: Nietzsche e o fundamentalismo. (2013). Expedições: Teoria Da História E Historiografia, 4(2), 39-63. https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_geth/article/view/2107