LAS TERRITORIALIDADES YANOMAMI
MÁRGENES ENTRE LA GEOGRAFÍA, LA LITERATURA Y EL DERECHO
Palabras clave:
Territorio, Yanomami, Cosmovisión indígenaResumen
El artículo propone un análisis interdisciplinario de las múltiples concepciones de territorio bajo la cosmología del pueblo Yanomami, estableciendo un diálogo crítico entre la geografía cultural, la filosofía del derecho y la literatura de testimonio. La investigación se estructura a partir de una perspectiva interseccional y decolonial, fundamental para deconstruir la visión hegemónica occidental que reduce el espacio a una mercancía o a una delimitación administrativa. El punto de partida es el enfrentamiento jurídico-político contra la “tesis de Copacabana” y la doctrina del "marco temporal". El texto sostiene que tales dispositivos funcionan como herramientas de borrado histórico, ya que el Estado brasileño tiende a interpretar el territorio indígena meramente como un dominio físico y una posesión estática. Esta visión ignora lo que Milton Santos denomina "espacio geográfico" como un sistema de objetos y acciones, y lo que Rogério Haesbaert define como la indisociabilidad entre lo material y lo simbólico en el proceso de territorialización. Así, el artículo pretende revelar que la lucha Yanomami no es solo por el suelo, sino por la validación de una existencia que desafía la lógica extractivista, reafirmando el territorio como el soporte inmaterial de la identidad y de la resistencia de los pueblos originarios frente a las presiones del capital.
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