Povos Indígenas do Cerrado Brasileiro: IAP, desenvolvimento territorial, ambiental e sociocultural sustentável

Indigenous Peoples from the Brazilian Cerrado: PAR, Territorial, Environmental and Sociocultural Sustainable Development

Autores

Palavras-chave:

Povos Indígenas, Cerrado brasileiro, Território, Sociobiodiversidade, Investigação-ação Participativa (IAP)

Resumo

O presente texto é fruto de uma pesquisa em andamento, que tem como objetivo investigar a situação territorial, ambiental e sociocultural dos povos indígenas que vivem no Cerrado brasileiro. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e um dos mais devastados nas últimas décadas, especialmente em função da monocultura intensiva de grãos e da pecuária extensiva de baixa tecnologia, além de grandes empreendimentos de infraestrutura e mineração. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Cerrado abriga aproximadamente 216 Terras Indígenas e mais de 80 povos distintos. A pesquisa busca compreender e evidenciar vulnerabilidades socioculturais, territoriais e ambientais vivenciadas cotidianamente pelos povos indígenas do Cerrado, cujos territórios e modos de vida são atravessados por múltiplas formas de violência, advindas dos empreendimentos econômicos. A abordagem metodológica é quantiqualitativa e fundamenta-se na metodologia da Investigação-Ação-Participativa (IAP), envolvendo indígenas como sujeitos e pesquisadores do processo, com autonomia na descrição das realidades investigadas. Entre os resultados propostos, destacam-se a criação de uma plataforma digital, a elaboração de mapas e a publicação de um livro, visando contribuir para a visibilização, a defesa territorial e o fortalecimento da autonomia sociocultural dos povos indígenas do Cerrado brasileiro.

Resumen: El presente texto es resultado de una investigación en curso, cuyo objetivo es analizar la situación territorial, ambiental y sociocultural de los pueblos indígenas que habitan el Cerrado brasileño. El Cerrado es el segundo bioma más grande de Brasil y uno de los más devastados en las últimas décadas, especialmente como consecuencia de la monocultura intensiva de granos y la ganadería extensiva de baja tecnología, además de grandes emprendimientos de infraestructura y minería. Según datos del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), el Cerrado alberga aproximadamente 216 Tierras Indígenas y más de 80 pueblos distintos. La investigación busca comprender y resaltar las vulnerabilidades socioculturales, territoriales y ambientales vividas cotidianamente por los pueblos indígenas del Cerrado, cuyos territorios y modos de vida están atravesados por múltiples formas de violencia derivadas de los emprendimientos económicos. El enfoque metodológico es cuantitativo-cualitativo y se fundamenta en la metodología de la Investigación-Acción-Participativa (IAP), involucrando a los pueblos indígenas como sujetos y co-investigadores del proceso, con autonomía en la descripción de las realidades investigadas.Entre los resultados propuestos se destacan la creación de una plataforma digital, la elaboración de mapas y la publicación de un libro, con el fin de contribuir a la visibilización, la defensa territorial y el fortalecimiento de la autonomía sociocultural de los pueblos indígenas del Cerrado brasileño.

Palabras clave: Pueblos indígenas. Cerrado brasileño. Territorio. Sociobiodiversidad. Investigación-Acción-Participativa (IAP).

Abstract: This paper stems from an ongoing research project that investigates the territorial, environmental and sociocultural conditions of the Indigenous Peoples inhabiting the Brazilian Cerrado. The Cerrado is the second largest biome in Brazil and one of the most degraded in recent decades, primarily due to the expansion of intensive grain monocultures, low-technology extensive cattle ranching and large-scale infrastructure and mining projects. According to data from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the Cerrado encompasses approximately 216 Indigenous Lands and is home to more than 80 distinct Indigenous groups. The study seeks to analyze and highlight the sociocultural, territorial and environmental vulnerabilities faced daily by Indigenous communities in the Cerrado, whose territories and ways of life are continuously threatened by various forms of violence resulting from economic ventures. The methodological approach is both quantitative and qualitative, grounded in the Participatory Action Research (PAR) framework, which involves Indigenous participants as both subjects and researchers, thereby ensuring their autonomy in representing and interpreting the realities under study. The proposed outcomes include the development of a digital platform, the creation of thematic maps and the publication of a book, all aimed at enhancing visibility, strengthening territorial defense and fostering the sociocultural autonomy of the Indigenous Peoples from the Brazilian Cerrado. 

Keywords: Indigenous Peoples. Brazilian Cerrado. Territory. Sociobiodiversity. Participatory Action Research (PAR).

Biografia do Autor

  • Lorranne Gomes da Silva, Universidade Estadual de Goiás

    Doutora e Pós-doutora em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). É professora efetiva da Universidade Estadual de Goiás (UEG) onde atua nos cursos de Licenciatura e Mestrado em Geografia (PPGEO), além do Mestrado em Ambiente e Sociedade (PPGAS), no Câmpus Sudoeste. É líder e pesquisadora do Grupo Internacional de Pesquisa-Ação-Participativa (GIPAP) e pesquisadora da Rede Internacional de Pesquisadores sobre Povos Originários e Comunidades Tradicionais (REDECT). Integra o Grupo de Debates e Pesquisas Geografia Fora do Eixo e pesquisadora nos grupos do CNPq História Indígena e História Ambiental: Interculturalidade Crítica e Decolonialidade. 

  • Alexsander Batista e Silva, Universidade Estadual de Goiás

    Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (2004) e Mestrado em Geografia pelo Programa de Pesquisa e Pós-Graduação do Instituto de Estudos Socioambientais da UFG (2008). É doutor em Geografia pela mesma instituição, com estágio doutoral no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (Igot) da Universidade de Lisboa, Portugal. Atuou como docente do ensino básico junto à Secretaria Estadual de Educação do Estado de Goiás entre 2005 e 2011 e do ensino superior no Instutituto de Estudos Sócio-Ambientais (Iesa/UFG) nos anos de 2009 e 2010. Atualmente é professor do Curso de Geografia do Câmpus Cora Coralina da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Faz parte da diretoria da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) Seção Cidade de Goiás e integra o Núcleo de Ensino e Pesquisas em Educação Geográfica (Nepeg). Tem experiência na área de Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: Espaço Urbano, Geografia do Futebol, Ensino de Geografia e Formação de professores.

  • Vinícius Polzin Druciaki, Universidade Estadual de Goiás

    Doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, campus Rio Claro. Atualmente é professor dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Goiás-UEG, Campus Cora Coralina, na Cidade de Goiás (GO). Coordenador do Grupo de Estudos em Geografia, Transportes e Mobilidade - Geomobilidade. Atualmente, tem dedicado seus estudos e pesquisas nos seguintes temas: dinâmicas territoriais, mobilidade e transporte urbano/regional; o processo de urbanização em cidades médias e pequenas. 

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Publicado

04/26/2026

Como Citar

Povos Indígenas do Cerrado Brasileiro: IAP, desenvolvimento territorial, ambiental e sociocultural sustentável: Indigenous Peoples from the Brazilian Cerrado: PAR, Territorial, Environmental and Sociocultural Sustainable Development. (2026). Élisée - Revista De Geografia Da UEG, 15(01), e1512603. https://www.revista.ueg.br/index.php/elisee/article/view/17658

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