O USO DE PLANTAS MEDICINAIS DO CERRADO: UMA PRÁTICA CULTURAL MILENAR E POPULAR NO NORTE DE GOIÁS.
Palavras-chave:
Plantas Medicinais. Cerrado. CulturaResumo
Este artigo traz como temática as plantas medicinais do Cerrado, refletindo sobre seus usos, manuseios, entendendo esta ação como prática de resistência cultural em rituais de cura por meio da Medicina Popular. Partimos do pressuposto que o Cerrado é um Bioma que agrupa várias plantas medicinais, sendo elas, a aroeira, o assa-peixe, o barbatimão, ipê roxo, jatobá, mamacadela, pé de perdiz, pequi, quina, sucupira e outras. Assim, questionamos: este bioma tem propiciado o uso de plantas medicinais, para quais causas em maior proporção? Por quê? Como estas plantas têm auxiliado na cura ou prevenção de doenças no século XXI? Isso é uma prática cultural significativa? A ausência do estado na saúde pública pode estar relacionada com a permanência desta prática, ou trata-se de uma relação históricocultural com o bioma Cerrado? Nosso objeto de estudo foram moradores e raízeiros do Município de Minaçu, os quais entrevistamos. Utilizamos de procedimentos metodológicos como as observações diretas, os registros fotográficos, o uso de tabelas e análises de depoimentos e bibliografias. Neste estudo, obtemos como resultados a verificação de quais são as plantas mais utilizadas pelos raizeiros, os principais procedimentos de uso e manuseio, as principais doenças com o uso das plantas, como elas são apropriadas em doenças ginecológicas, respiratórias, etc. E ainda, observamos que esta prática cultural ainda se faz presente nos dias atuais, entre as populações do Cerrado, mesmo com a grande influência dos medicamentos farmacêuticos.






