AS CORES DA TRADUÇÃO

O PROCESSO TRADUTÓRIO REPRESENTADO NO CINEMA

  • Nayara Helou Chubaci Güércio Trinity College Dublin

Resumo

Este artigo argumenta que cor é um código artístico relevante na representação das relações estabelecidas pelo processo tradutório em narrativas cinematográficas. Para tanto, analisa-se o filme Um Tradutor (Canadá/Cuba, Rodrigo Barriuso/Sebastián Barriuso, 2018). O método empregado é a análise fílmica com base na análise poética de Penafria (2009). A análise poética busca identificar como um ou mais códigos da linguagem cinematográfica são exibidos em diferentes cenas e como juntos produzem significados. A análise se concentra em oito fragmentos narrativos (frames) que retratam interações de natureza apenas interlingual, conforme o entendimento de Jakobson (2004). O filme analisado apresenta a figura do tradutor como parte ativa do processo tradutório, isto é, como sujeito do processo comunicativo e não apenas meio. A paleta de cores é o código cinematográfico que dá o tom da atmosfera fotográfica e narrativa do filme. Percebe-se que a cor azul é o código predominante do filme do ponto de vista semiótico. O azul é empregado como símbolo da tentativa bem sucedida do tradutor em estabelecer uma comunicação efetiva e afetiva com os demais personagens.

Publicado
2021-07-27