MADAME BOVARY

ASPECTOS DA CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE FEMININA E DE SEUS PAPÉIS SOCIAIS

  • Carina Roberta Rodrigues da Silva IFSP-SP
  • Carla Cristina Fernandes Souto Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP
  • Marie Bathilde Blondet Varangot Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP

Resumo

O presente artigo pretende apresentar a construção da personagem Emma Bovary, personagem composta por uma personalidade não convencional, e mostrar como isso pode ter ajudado a endossar uma determinada perspectiva a respeito da subjetividade feminina. Analisa-se a representação da subjetividade feminina em Madame Bovary partindo da construção da personagem e da sua relação com seus pares, além do impacto causado pelo discurso indireto livre na narrativa. São usadas teorias sobre a construção de personagens e também estudos feministas, tais como A personagem de ficção (1992), organizada por Antonio Candido; A personagem (2000), de Beth Brait; e a obra O Segundo Sexo (2002), de Simone de Beauvoir. O método de pesquisa aqui proposto observa as mudanças em relação à produção de sentidos de um texto à medida em que acontece a sua apropriação por novas gerações de leitores e leituras, conforme aponta Antoine Compagnon na obra O demônio da teoria (2012). Assim, a intertextualidade e o comparatismo são utilizados como base de análise sob o viés das críticas feminista e sociológica. As considerações finais apresentam a obra e a personagem como símbolos de ruptura ao representar as tentativas de materialização das idealizações de Emma, e por representar uma personagem feminina que rompe com o ideal romântico de feminilidade.

Biografia do Autor

Carla Cristina Fernandes Souto, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP

líder do GPLEC

Marie Bathilde Blondet Varangot, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP

pesquisadora do GPLEC 

Publicado
2020-12-11