Cultura de massas, criminologia midiática e a estigmatização do criminoso

  • Priscila Peclat Gonçalves Teixeira Universidade Federal de Goiás

Resumo

Inserido em um cenário de grande insatisfação com os índices de criminalidade nacional, este texto discute a relação entre a criminologia midiática e as culturas de massas, na medida em que estes ocorrem no plano do “ser” e influenciam o plano do “dever ser”. Nesse sentido, buscam-se cada vez mais, punições mais severas e, muitas vezes diversas das legais, àqueles estereotipados como criminosos, remetendo-se ao clichê de que “bandido bom é bandido morto”. Se não bastasse, almejam-se ainda, que normas ditas como brandas, ou melhor, adequadas aos direitos humanos, sejam descumpridas e substituídas por uma espécie de vingança privada que fica às cegas dos órgãos responsáveis por seu banimento. Incurso a este cenário, vivencia-se uma ideologia de que o encarceramento e o reforço policial resolverão a violência nacional, em antagonismo às finalidades da pena adotadas em nosso ordenamento jurídico.

Publicado
2021-12-28
Como Citar
TEIXEIRA, P. P. Cultura de massas, criminologia midiática e a estigmatização do criminoso. Atâtôt - Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos da UEG, v. 2, n. 3, p. 41-53, 28 dez. 2021.
Seção
Artigos