CONDUTAS DE SAÚDE EM ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

  • Douglas Assis Teles Santos Universidade do Estado da Bahia
  • Ludmila Ferreira Jesus
  • Juscelino Souza Borges Neto
  • Marcos José Morais
  • Pollyana Freitas Silva Lima
  • Ricardo Borges Viana
  • Claudio Andre Barbosa de Lira
  • Wellington Fernando Silva
  • Amauri Oliveira Silva

Resumo

Introdução: Estilos de vida são os padrões de comportamento modificáveis que influenciam de forma profunda a saúde das pessoas. Os padrões de comportamento podem ser divididos em condutas de saúdes negativas e positiva. Entre os universitários, existe certa tendência em assumir comportamentos pouco saudáveis como hábitos inadequados de alimentação, tabagismo, consumo excessivo de álcool, drogas e outras substâncias químicas, e isso pode demonstrar vulnerabilidade quanto aos cuidados com a própria saúde. Objetivo: Determinar as condutas de saúde de estudantes do curso de Educação Física de uma universidade pública brasileira. Métodos: Este estudo caracteriza-se como observacional, transversal e de cunho quantitativo. A amostra foi constituída por 47 universitários, 22 homens e 25 mulheres, matriculados no curso de Bacharel em Educação Física, de uma universidade pública. As condutas de saúde nos universitários foram avaliadas através do questionário National College Health Risk Behavior Survey (NCHRBS), desenvolvido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e validado para universitários brasileiros. Foi utilizado o teste Shapiro-Wilk para verificação da normalidade dos dados, O teste Qui-quadrado foi utilizado para avaliar a distribuição entre as diversas condutas e saúde com o sexo. O teste U de Mann-Whitney foi utilizado para comparar as frequências de homens e mulheres nas variáveis de condutas de saúde. Foi adotado o nível de significância de 5% para todas as análises. Resultados: Foram encontradas elevadas prevalências de condutas de risco para a segurança no trânsito, violência, consumo de drogas ilícitas e lícitas, comportamento sexual, alimentação e atividade física. Foram determinadas associações entre o consumo de maconha e o sexo (p=0,01) e entre a prática de exercícios ou esportes durante a semana e o sexo (p=0,009). Conclusão: As condutas de risco encontrada entre os universitários do curso de Educação Física não condizem com sua formação na área da saúde. Políticas internas da instituição de ensino superior são sugeridas afim de reduzirem os riscos à saúde dos universitários, assim como um maior acompanhamento dos familiares.

Publicado
2019-03-04
Seção
Artigo Original