Pressão Urbana e Alterações Ambientais no Córrego da Onça em Goiânia/GO

Autores

Palavras-chave:

Córrego urbano, Paisagem, Urbanização, Impactos socioambientais

Resumo

Os cursos d’água urbanos configuram-se como elementos estruturantes do território e, simultaneamente, como indicadores sensíveis das contradições inerentes ao processo de urbanização contemporâneo. No contexto das cidades brasileiras, a expansão urbana historicamente orientada por lógicas técnico-funcionais tem promovido a supressão de matas ciliares, a retificação de canais, a ocupação de áreas de preservação permanente e a degradação dos sistemas hídricos. Este artigo analisa o Córrego da Onça, afluente do rio Meia Ponte, localizado em Goiânia (GO), a partir de uma abordagem sistêmica que articula cidade, natureza e paisagem. O objetivo consiste em diagnosticar as condições socioambientais de suas margens e leito, compreendendo como as intervenções antrópicas se materializam na paisagem hídrica urbana. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica e documental, levantamento geocartográfico, trabalhos de campo, registros fotográficos e anotações em caderneta. Os resultados evidenciam a ausência de vegetação ciliar, processos erosivos, assoreamento, lançamento irregular de resíduos sólidos e líquidos, além da ocupação irregular de áreas legalmente protegidas. Tais impactos expressam a produção desigual do espaço urbano e revelam o córrego como um “termômetro socioambiental” da urbanização. Conclui-se que a paisagem do Córrego da Onça reflete os limites do modelo de crescimento urbano vigente, indicando a urgência de integrar os cursos d’água às políticas de planejamento e gestão ambiental, não apenas como infraestrutura, mas como patrimônio natural e cultural da cidade.

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Biografia do Autor

  • Vandervilson Alves Carneiro, Universidade Estadual de Goiás

    Geografo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Presidente Prudente. Professor nos cursos de graduação em Geografia e de Química da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Docente do Programa de Pós-Graduação em Geografia, (PPGEO - UEG), Campus Cora Coralina, Cidade de Goiás/GO.

  • Januzia Florência Batista Mulari, Universidade Estadual de Goiás

    Geógrafa. Professora efetiva da Secretaria Estadual de ensino do Mato Grosso desde 2007. Discente do Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Estadual de Goiás (PPGEO - UEG), Campus Cora Coralina, Cidade de Goiás/GO.

  • Glinys Miquelin da Silva, Universidade Estadual de Goiás

    Graduada em Gestão Pública pela Universidade Luterana do Brasil. Fiscal Ambiental da Prefeitura Municipal de Mozarlândia (GO). Discente do Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Estadual de Goiás (PPGEO - UEG), Campus Cora Coralina, Cidade de Goiás / GO.

  • Getúlio Gracelli Júnior, Universidade Estadual de Goiás

    Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia-UFU. Analista Ambiental - Geógrafo e Chefe da Unidade Técnico-Pericial em Geoprocessamento do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Estadual de Goiás (PPGEO - UEG), Campus Cora Coralina, Cidade de Goiás / GO.

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2026-01-19

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Artigos