ROSE, UM SÍMBOLO EM BUSCA DA TERRA PROMETIDA: UM OLHAR SOBRE AS SIGNIFICAÇÕES DO CORPO FEMININO

  • Rafael Ferreira Rodrigues Mestrando em Geografia, Universidade Estadual de Goiás - UEG, Câmpus Cora Coralina, Cidade de Goiás/GO.

Resumo

O ser feminino, a luta pelo lugar da mulher na sociedade em lugares de fala e de representação, é uma
das grandes pautas da luta feminista. Não distante disso, no documentário Terra para Rose da roteirista e
diretora Tetê Moraes (1987), deparamo-nos com uma narradora feminina. Uma mulher que participa nas
sucessões dos fatos, e nos conta a história de luta no espaço do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-
(MST). Partindo dessa premissa, o objetivo desse artigo é explorar, a partir de uma abordagem de gênero e das
significações do corpo, o documentário Terra para Rose, através da exposição que a narradora faz ao focar o
corpo de mulheres para a criação de uma narrativa composta por mulheres, que participaram da luta pela
desapropriação e posse da terra da Fazenda Annoni. A metodologia utilizada será de natureza analítica e
interpretativa, a partir de uma revisão teórica-conceitual sobre a participação da mulher no movimento social na
luta pelo direito a terra e na (des)construção do corpo feminino. Tendo como aporte teórico, estudiosos como:
Fernandes (2000, 2005 e 2013), Sampaio (2008), Oliveira (2013), Butler (2006), dentre outros. A partir da
análise, ressalta-se a importância de ouvirmos os sujeitos deixados à margem das relações sociais, marcados por
uma materialidade histórica de luta e ressignificações. Pois, compreender o lugar de fala das mulheres que estão
nos movimentos sociais, é uma forma de fragmentarmos e abdicarmos dos moldes patriarcais e machistas.
Palavras-chave: Terra para Rose; MST; Gênero; Corpo.

Referências

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Publicado
2020-10-06
Seção
Artigos