CONCLUÍDA A EDIÇÃO N2 (2019)

2020-05-14

A Revista Temporis[ação], em seu vigésimo segundo ano de existência (v.19, n.2) publica o dossiê Africanidades Brasileiras: trajetórias em construção, organizado pelo Dr. Vinícius Gomes de Aguiar, colaborador do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCult), da Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus Araguaína e docente do curso de licenciatura em Geografia dessa mesma instituição. O dossiê é formado por artigos, relato de experiência e ensaio, constituindo-se numa matiz pluritemática que passeia pela: a) formação sócio territorial quilombola e pela educação realizada nesses espaços de resistência; b) reflexões de classe, raça, corpo e autoestima na Educação Básica; c) relações raciais e de poder na literatura de Conceição Evaristo; d) ancestralidade afro-brasileira das congadas; e) relação entre história recente de Moçambique e a literatura de João Paulo Borges Coelho; f) permanência do imaginário pejorativo sobre África no Brasil; g) intersecções teóricas entre quilombismo e colonialidade do poder e, por fim, esse passeio temático também põe seus pés nas experiências de fecundação entre dança e os enredos de Orisà. Agradecemos todes que empenharam seu tempo, sua atenção e seu cuidado para que essa edição se concretizasse: editoras e editores, pareceristas, colaboradoras e colaboradores e, principalmente, autoras e autores. A divulgação científica se mostra fundamental nos dias em que vivemos. O conhecimento está severamente ameaçado pelas práticas conservadoras que dão vasão ao irracionalismo e à negação da ciência. O congelamento do orçamento da Educação e os cortes no investimento na investigação científica, passando pela suspensão das bolsas de pesquisas, momento decisivo na formação de novas cientistas são evidências que se efetivaram nos últimos anos. Frente a tudo isso, mas para além deles, a socialização do conhecimento produzido nas academias se efetiva como condição sem a qual a sociedade brasileira não se reconhece como plural, nem se constitui como socialmente justa.

Confiram os textos aqui: https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/issue/view/516