PUBLICADO MAIS UM TEXTO DO DOSSIÊ AFRICANIDADES BRASILEIRAS

2020-03-02

Lucilene Santos Rosa, quilombola Kalunga e egressa da especialização Pós-África (UEG), em co-autoria com Luciana de Oliveira Dias, doutora em Ciências Sociais (UnB) e professora no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (UFG) são as autoras do trabalho "EDUCAÇÃO QUILOMBOLA: um estudo sobre a formação identitária de crianças e jovens negros quilombolas no município de Cavalcante". Esse é o segundo trabalho publicado no dossiê Africanidades Brasileiras da Revista Temporis[ação] (v.19, n.2, 2019), coordenado pelo doutor Vinícius Gomes de Aguiar, professor da licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Tocantins.

 

Nesse estudo de caso, as autoras objetivam “entender como acontecem e quais as questões étnico-raciais relevantes para a construção social em torno da negritude” e para a formação identitária de crianças e jovens oriundas de comunidades remanescentes de quilombos que estudam na Escola Estadual Elias Jorge Cheim, no município de Cavalcante, localizado na região nordeste do estado de Goiás. No trabalho, foi constatado que a “escola tem abdicado de seu papel emancipatório e colaborativo na afirmação de identidades positivadas quando se trata da identidade do negro quilombola. Percebemos que os currículos não são de fato executados, que os conteúdos ministrados deixam a desejar e que, os docentes, colaboradores do sistema educacional, pouco contribuem no apoio à descaracterização do preconceito racial. Além disso, o ensino é limitado quando se trata de levar ao conhecimento público a história do quilombola, bem como a história afrodescentente”. Para enfrentar essa situação, as autoras apresentam um plano de ação para a construção de um novo projeto pedagógico para a escola, que deseja “orientar os profissionais da escola nas possibilidades de construção do saber sobre a história afro-brasileira, e também a respeito dos conhecimentos sobre as comunidades quilombolas”. Ações como essas são fundamentais para que esses estudantes “alcancem uma formação ampla que garanta a reflexão a respeito do seu lugar no mundo, contra o racismo e as desigualdades sociais e de raça”.

 

Baixe aqui o texto completo e, se gostar, ajude-nos com a sua divulgação! https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/9009

 

Aguardem a publicação de mais trabalhos desse dossiê para os próximos dias.