O ESPRAIAMENTO URBANO E PRODUÇÃO HABITACIONAL NA METRÓPOLE GOIÂNIA
Resumo
O histórico fenômeno de periferização das cidades latino-americanas foi agravado na condição contemporânea. Nesse processo, a superacumulação ampliou as desigualdades e os modelos estruturais urbanos “globalizados” tornam a sua estrutura urbana fragmentada e espraiada. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é discutir o processo de metropolização da cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, sob a ótica da dicotomia entre centro e periferia, com enfoque no espraiamento do seu tecido urbano e na produção habitacional. A metodologia inclui o mapeamento preliminar da produção habitacional goianiense, tanto dos empreendimentos de baixa renda quanto os de alta renda, no recorte temporal de 2000-2020, assim como análises decorrentes deste mapeamento. Como resultado, verificou-se que a maior concentração de empreendimentos relacionados à habitação de interesse social coincide com a periferia da cidade. Já os empreendimentos relacionados às classes de mais alta renda, estão localizados no subúrbio da capital. Conclui-se que o modelo que está sendo adotando não é adequado, pois a estrutura urbana espraiada contribui para a desigualdade e a exclusão social. O estudo demonstra ainda a influência negativa do espraiamento urbano, em detrimento das possibilidades de compactação de sua estrutura atual.
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