MIGRAÇÕES, RECONHECIMENTO SOCIAL E AUTONOMIA

Authors

  • Marina Mayora Ronsini UFSM

DOI:

https://doi.org/10.31668/dc24pv40

Abstract

O artigo está centrado na articulação teórica entre a temática da mobilidade humana e a teoria do reconhecimento social de Axel Honneth, baseado em duas categorias que a compõem, quais sejam, a esfera do direito e da solidariedade (ou estima social). O autor parte da premissa de que há um déficit de reconhecimento social, levando a conflitos que demandam lutas por reconhecimento. Nesse contexto, vivências de desrespeito a que os sujeitos foram expostos exercem enorme influência em como enxergam a si mesmos, e consequentemente, como se colocam na sociedade, ameaçando, portanto, aspectos da sua identidade. É neste cenário que dimensões da autonomia dos imigrantes são ameaçadas, na medida em que dependem do estabelecimento de relações de reconhecimento mútuo. Ao final, o artigo destaca a necessária combinação do reconhecimento intersubjetivo baseado no direito, com o reconhecimento intersubjetivo baseado na estima social, no âmbito de práticas e políticas migratórias, que permitam que o autorrespeito e autoestima derivadas dessas experiências, se desenvolvam sob a forma de autonomia dos sujeitos migrantes.

Published

2025-07-04

How to Cite

MIGRAÇÕES, RECONHECIMENTO SOCIAL E AUTONOMIA. Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais (2238-3565), [S. l.], v. 14, n. 01, p. 244–255, 2025. DOI: 10.31668/dc24pv40. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/sapiencia/article/view/15109. Acesso em: 15 apr. 2026.