FLORÍSTICA ARBÓREA DO SEMIÁRIDO DO BAIXO SÃO FRANCISCO, ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE, BRASIL

Authors

  • Plácido Fabrício Silva Melo Buarque Instituto Federal Goiano Ceres / Pesquisador
  • Antônio Valeriano Pereira dos Santos Universidade Federal de Alagoas / Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

DOI:

https://doi.org/10.31668/revsap.v12i1.14062

Abstract

As coberturas vegetais da bacia hidrográfica do Baixo São Francisco está atualmente bastante antropizadas. Com a finalidade de reflorestamento foi criado o Centro de Referência em Áreas Degradadas do Baixo São Francisco (Crad-BSF) que possui várias ações, dentre elas, conhecer a composição florística local a fim de fornecer suporte às atividades de recuperação e conservação florestal. Neste contexto, o presente trabalho realizou um levantamento de dados da riqueza de espécies lenhosas localizadas na região semiárida do Baixo São Francisco em Alagoas e Sergipe, a partir  de banco de dados das coleções de oito herbários disponível no speciesLink. Portanto, foram compilados levantamentos florístico arbóreo de 33 municípios pertencentes ao semiárido do Baixo São Francisco. A riqueza arbórea foi representada por 168 espécies, 122 gêneros e 46 famílias. As cinco maiores famílias foram Mimosaceae, Caesalpiniaceae, Fabaceae, Euphorbiaceae e Myrtaceae. As espécies arbóreas Myracrodruon urundeuva (Anacardiaceae) e Schinopsis brasiliensis (Anacardiaceae) estão presentes na lista de espécies ameaçadas de extinção da flora brasileira. Dentre as espécies endêmicas da caatinga foram registradas 18 espécies, pertencentes a 18 gêneros e 13 famílias. Portanto, o conhecimento da diversidade vegetal é fator primordial para subsidiar o programa do Crad-BSF na conservação e recuperação de áreas degradadas da caatinga no semiárido.

Published

2023-09-04

How to Cite

FLORÍSTICA ARBÓREA DO SEMIÁRIDO DO BAIXO SÃO FRANCISCO, ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE, BRASIL. Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais (2238-3565), [S. l.], v. 12, n. 1, p. 194–215, 2023. DOI: 10.31668/revsap.v12i1.14062. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/sapiencia/article/view/14062. Acesso em: 15 apr. 2026.

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