CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE “DECADÊNCIA” NA PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA EM GOIÁS: UMA ANÁLISE ACERCA DA HISTORIOGRAFIA REGIONAL DO NOVECENTOS

  • Rogério Chaves da Silva Docente do Instituto Federal Goiano - Campus Avançado de Hidrolândia

Resumo

Partindo da premissa que os estudos sobre a historiografia brasileira também avançam na medida em que se estuda os caminhos tomados pelas diferentes historiografias regionais, pretendemos, nesse artigo, analisar alguns debates e momentos fundamentais da história da historiografia regional em Goiás, no século XX, tendo como eixo reflexivo o conceito de “decadência” goiana no período pós-minerador. Debruçando sobre questões metodológicas, narrativas e identitárias que envolvem esse constructo conceitual, discutiremos como a representação da “decadência” esteve presente em narrativas produzidas no século XIX e como, posteriormente, ganhou caracteres de conceito pela historiografia regional no novecentos. Nesse sentido, esquadrinharemos como a “historiografia autodidata”, dominante no estado até os anos 1960, produziu uma espécie de “desfocalização da decadência” como representação histórica da região. Por fim, analisaremos de que modo a “historiografia acadêmica”, que predominou em Goiás após a década de 1970, tratou essa representação em dois momentos distintos: nos anos 70, sedimentando a “decadência” como conceito histórico definidor do período pós-minerador em Goiás, linha interpretativa esta que, nos anos 80 e 90, fora questionada por uma ala revisionista da historiografia regional

Biografia do Autor

Rogério Chaves da Silva, Docente do Instituto Federal Goiano - Campus Avançado de Hidrolândia
Graduado, especialista, mestre e doutor em História pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente, é docente do Instituto Federal Goiano - Campus Avançado de Hidrolândia. Tem pesquisas nas áreas de Teoria da História, História da Historiografia, História e Historiografia Regional e Identidades.
Publicado
2020-10-13