Do bellum omnium contra omnes ao ausschuss da burguesia: o Estado Moderno e sua funcionalidade para a reprodução do capital

From the bellum omnium contra omnes to the ausschuss of the bourgeoisie: the Modern State and its functionality for the reproduction of the capital

Resumo

Os modernos estados nacionais surgem ao final do medievo e em conjunção à ascensão da classe burguesa, como forma de garantir o irromper e a expansão do modo de produção capitalista a partir de múltiplas e essenciais mediações. Surgem como aparato garantidor de infraestrutura, de expansão territorial aos ajustes espaciais, mas, sobretudo, como aparato ideológico, a partir de sua funcionalidade jurídico-político-institucional ao modo de produção. Dessa forma, desde as primeiras teorias sobre sua imprescindibilidade para conter a guerra de todos contra todos a até as críticas à sua instrumentalização por parte da classe dominante, vários foram os postulados teóricos que envolveram a Teoria do Estado. Ao longo desse artigo objetiva-se discutir alguns desses estatutos teóricos observando as relações que fundamentam a lógica funcional do Estado moderno à expansão sociometabólica da acumulação capitalista.

Biografia do Autor

Alexandrina Luz Conceição, Universidade Federal de Sergipe

Possui Graduação em Geografia e Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe e Doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo FFLCH. Professora Emérita da Universidade Federal de Sergipe; Ex Presidenta Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros Gestão (2008 - 2010).  Professora do Programa de Pós Graduação da Universidade de Sergipe desde o ano de 1992. Coordena o Laboratório de Agrária/LEA/PPGEO/UFS. É líder do Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho.

Publicado
2021-03-16