A HISTÓRIA “DELES” E A “NOSSA”: UMA ANÁLISE DAS TEORIAS FILOSÓFICAS DA VERDADE EM BLOCH E FEBVRE

  • Emanoela Agostini USFC

Resumo

Este artigo pretende analisar qual teoria filosófica da verdade está presente na escrita de Marc Bloch (1886-1944) e Lucien Febvre (1878-1956) a fim de perceber se existem semelhanças em relação a teoria que orienta a escrita dos historiadores metódicos Charles Langlois (1863-1929) e Charles Seignobos (1854-1942). O problema gira em torno das seguintes perguntas: qual conceito de verdade fundamenta os textos dos “annalistas”? Esse conceito inclina-se a continuidade, ou se trata de uma ruptura em relação a historiografia metódica? A hipótese é que as noções de verdade entre esses autores se assemelham. Se ela for confirmada, este texto pretende corroborar com a problematização da ideia de “revolução historiográfica”, considerando que o discurso dos historiadores “annalistas” é de ruptura em relação à historiografia que os precedeu. Para tanto, primeiro é necessário esclarecer algumas questões filosóficas em torno das teorias da verdade, e posteriormente analisar alguns trechos das obras O problema da incredulidade no século XVI (1942) e Combates pela história (1977) de Febvre; Apologia da história ou o ofício do historiador (1949) e Os reis taumaturgos (1924) de Bloch e Introdução aos estudos históricos (1898) de Seignobos e Langlois.

Publicado
2020-10-13