USO IRRACIONAL DE ANTIMICROBIANOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 E OS POSSÍVEIS EFEITOS NA RESISTÊNCIA DE UROPATÓGENOS DO GRUPO CESP
Palavras-chave:
Antimicrobianos , Atenção Primária à Saúde, COVID-19, Infecção Urinária, ResistênciaResumo
A pandemia de COVID-19 intensificou o uso indiscriminado de antimicrobianos, agravando a resistência bacteriana, especialmente entre as Enterobacterales do grupo CESP (Citrobacter spp., Enterobacter spp., Serratia spp. e Providencia spp.), conhecidas pela produção de β- lactamases tipo AmpC. Esse mecanismo dificulta o tratamento das infecções do trato urinário (ITU), comuns na Atenção Primária à Saúde (APS). Este estudo analisou a prevalência e o perfil de resistência dos uropatógenos CESP nos períodos Pré-pandêmico e Pós-ESPIN (Pós- encerramento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional). Foram avaliadas 801 uroculturas, com Enterobacter spp. predominando (98,50% no período Pré-pandêmico e 96,00% no período Pós-ESPIN). Observou-se redução de 29,08% na sensibilidade ao ciprofloxacino no período Pós-ESPIN. A nitrofurantoína apresentou a melhor atividade em ambos os períodos, enquanto os isolados sensíveis ao sulfametoxazol-trimetoprim aumentaram 6,68% no Pós-ESPIN. Os resultados destacam a necessidade de entender as mudanças nos padrões epidemiológicos e de resistência bacteriana, reforçando a importância da atualização de protocolos clínicos para o tratamento empírico seguro das ITU na APS, especialmente após os desafios impostos pela pandemia.
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