O homem cordial em Humberto de Campos: entre farpas literárias e egos feridos

Auteurs

  • Daniel Castello Branco Ciarlini Universidade Estadual do Piauí

Résumé

O artigo aborda alguns dos estratagemas que os homens de letras, no universo literário carioca dos decênios de 1910 e 1920, se valeram para desconstruir a reputação de colegas ou de confrades da própria Academia Brasileira de Letras. É objeto de análise o Diário secreto (1954), de Humberto de Campos, cujos recortes considerados balizam formas como a ironia, a anedota ou os trocadilhos jocosos como farpas lançadas direta ou indiretamente. A tese de Sérgio Buarque de Holanda (1936) do “homem cordial”, ampliada por João Cezar de Castro Rocha (1998), é validada pelos discursos de Brito Broca (1979 e 1993), Roberto Ventura (1991), Flora Süssekind (1985) e Lincoln de Souza (1961), que renderam análise às mais distintas polêmicas literárias ocorridas no Brasil, do século XIX ao XX.

Publiée

2019-08-21

Numéro

Rubrique

Pesquisadores/Pesquisadoras

Comment citer

O homem cordial em Humberto de Campos: entre farpas literárias e egos feridos. Ícone - Revista de Letras (ISSN 1982-7717), [S. l.], v. 19, n. 1, p. 90–104, 2019. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/icone/article/view/8535. Acesso em: 26 sept. 2026.