A travestilidade e o funk: discurso de resistência em “Mulher”, de MC LINN da Quebrada

  • Clodoaldo Ferreira Fernandes da Silva Docente do curso de Letras da UEG_Morrinhos, professor da educação básica da Secretaria de Estado da Educação de Goiás_SEDUCEE-GO. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás.
  • Welinton Cândido Mendes Secretaria de Estado de Educação-SEDUC-GO

Resumo

: Este artigo trata de algumas questões relativas aos discursos de resistência na música “Mulher”, de MC Linn da Quebrada. Neste estudo, propõe-se analisar as concepções de normalidade acerca das identidades transviadas, seguindo uma abordagem qualitativa, de cunho interpretativista. A investigação tem como base a análise do texto, considerando que as travestis têm o direito usurpado e não pode frequentar os ambientes que elas querem, mas sim lugares a elas condicionados. As análises de investigação seguem algumas noções teórico-metodológicas advindas dos princípios da Análise Crítica do Discurso (ACD), especialmente com autores como Fairclough (2001) e outros que problematizam noções sobre linguagem e sexualidade, tais como Moita Lopes (2006), Foucault (1999, 2010). Os resultados apontam que o funk em análise, provoca uma transgressão nos sentidos sobre a travesti, o corpo e a sociedade contemporânea, que possibilitam novas (re) configurações indentitárias no mundo social.

Biografia do Autor

Welinton Cândido Mendes, Secretaria de Estado de Educação-SEDUC-GO

Graduado em Letras pela Universidade Estadual de Goiás. Especialista em Língua, linguagem e Literatura pela Faculdade Batista de Minas Gerais (FBMG).

Publicado
2021-12-17
Seção
Artigos