Alterações colinérgicas e genotóxicas em peixes (Poecília reticulata) expostos à formulação comercial de metamidofós, glifosato e mancozebe
Resumo
A crescente preocupação com demanda cada vez maior de alimentos, tanto na qualidade quanto na quantidade, trouxe consigo a necessidade de estudos que avaliassem as concentrações de pesticidas utilizados e suas consequências. Frente a essa situação é extremamente necessário o monitoramento do uso dessas substâncias, tendo como objetivo a criação de ações que minimizem a contaminação e suas consequências, além de possivelmente regulamentar as concentrações permitidas. Esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da exposição crônica de metamidofós, mancozebe e glifosato sobre parâmetros bioquímicos e genotóxicos em peixes. A toxicidade da formulação comercial de metamidofós, glifosato e mancozebe foi testada em condições laboratoriais durante 7, 15 e 30 dias, tendo como referência as concentrações permitidas pela legislação brasileira para potabilidade da água de acordo com a Portaria no.2.914/2011 do Ministério da Saúde. O estudo avaliou cada uma das três classes principais de pesticidas, ou seja, um inseticida, um herbicida e um fungicida. Foram utilizados como parâmetros avaliativos a frequência de anormalidades (micronúcleo, noched, lobed, broken eggs, blebbed, binucleadas e vacúolos) e a atividade da colinesterase plasmática em guarus (Poecilia reticulata). Foi constatado que os agrotóxicos, mesmo em doses não letais, causam alterações na frequência de anomalias nucleares e na atividade da acetilcolinesterase. Por outro lado, não houve alterações nos parâmetros biométricos dos animais e nem nos físico-químicos da água.
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