CONTRA A HISTÓRIA HISTORICISTA: A COMBATITIVIDADE DISCURSIVA DE LUCIEN FEBVRE CONTRA CHARLES-VICTOR LANGLOIS E CHARLES SEIGNOBOS

  • Wigeslei Rosa de Oliveira PUC-GO
Palavras-chave: História Tradicional. História Historizante. Combates.

Resumo

O presente artigo objetiva delinear os meandros do discurso de combate epistemológico que Lucien Febvre (e também Marc Bloch, porém, em menor escala) empreendeu, no início da década de 1920, contra a historiografia da Escola Metódica Francesa, em especial os arcabouços teóricos e metodológicos de seus principais representantes: Charles-Victor Langlois e Charles Seignobos. A combatividade discursiva de Febvre traduz o anseio da corrente historiográfica dos Annales de renovação dos estudos históricos, com forte apelo à interdisciplinaridade e a problematização. A acidez do discurso do historiador francês contra os historiadores metódicos também representava a disputa por território dentro das academias francesas, como também a crítica do annalista a corrente metódica, que tornou-se forte propagadora dos ideais políticos da Terceira República Francesa. Por fim, analisaremos, sem nos aprofundarmos, o processo de reabilitação da historiografia historicista, apontando as contribuições desta corrente ao pensamento histórico. Sob esses aspectos apontados, nortearemos nossa problematização temática.

Biografia do Autor

Wigeslei Rosa de Oliveira, PUC-GO

Graduado (2015) em História pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Publicado
2015-10-15
Seção
Artigos