PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA: PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA

  • Kelly Cristina Borges Tacon UniEvangélica Centro Universitário de Anápolis
  • Edmara Campos Rocha Pereira UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • Paulo César Simião Rodrigues UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • Nathália Cristina Ruiz Zimmer UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • João Victor Dias Silva UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • Bianca Cândida da Silva Gôveia UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • Samara Lamounier Parreira UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
  • Jalsi Tacon Arruda UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis http://orcid.org/0000-0001-7091-4850
Palavras-chave: estudos epidemiológicos, epidemiologia/paralisia, fisioterapia

Resumo

Diversas afecções podem afetar o VII par de nervo craniano – nervo facial, causando paresia dos músculos da mímica facial. Na paralisia facial periférica (PFP) o paciente apresenta incapacidade de fechar o olho, mover o lábio, sensação de dormência ou edema na hemiface afetada. Ocorre também alterações no paladar, olho ressecado, intolerância a barulhos e dores no ouvido do lado afetado. Portanto, é possível a identificação de um padrão característico associado a paralisia facial. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo verificar o perfil epidemiológico da paralisia facial periférica entre os pacientes atendidos em uma clínica escola em Anápolis-GO. Foi realizado um estudo retrospectivo, descritivo de dados colhidos dos prontuários de pacientes com diagnóstico clínico de PFP, atendidos na clínica escola entre os anos de 2013 a 2017. Foram analisados 37 prontuários, sendo um excluído por falta de dados. Do total de pacientes 55,5% foram do sexo feminino, com média de idade de 36,7 ± 16,6 anos. A maioria trabalhadores residentes na região norte de Anápolis. Em 2013 houve o maior número de novos casos em tratamento. A etiologia para a ocorrência da PFP foi idiopática, com paralisia da hemiface esquerda, 22% dos pacientes apresentavam hipertensão arterial sistêmica como patologia associada e 28% relataram história de PFP na família. Desse total avaliado 97% evoluíram para alta pelo serviço de Fisioterapia. Ocorreram em média 11,4 ± 13,5 sessões individuais de 50 minutos, uma vez por semana. E observou-se que quanto mais idade mais sessões o paciente necessita para recuperar-se (p= 0,019). Considerando os transtornos sociais emocionais e físicos que a paralisia traz aos pacientes, a busca pelo serviço de fisioterapia contribuiu positivamente para o reestabelecimento das funções do nervo facial. O tratamento fisioterapêutico visa evitar a progressão da doença ou atenuar o déficit sensório motor.

Biografia do Autor

Kelly Cristina Borges Tacon, UniEvangélica Centro Universitário de Anápolis
Pós-doutoranda em Ciências da Saúde (UFG), Doutora e Mestra em Ciências da Saúde (UFG), Especialista em Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória (UEG), Fisioterapeuta docente do curso de Odontologia e Fisioterapia, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
Edmara Campos Rocha Pereira, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Fisioterapeuta, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
Paulo César Simião Rodrigues, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Fisioterapeuta, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
Nathália Cristina Ruiz Zimmer, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Fisioterapeuta, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
João Victor Dias Silva, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Fisioterapeuta, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
Bianca Cândida da Silva Gôveia, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Fisioterapeuta, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.
Samara Lamounier Parreira, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis

Doutora em Ciências (USP), Fisioterapeuta docente do curso de Fisioterapia da UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, Brasil.

Jalsi Tacon Arruda, UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis
Pós-doutora em Ciências Biológicas, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás; Professora Titular da graduação em Ciências Biológicas, Faculdade Araguaia; Professora Titular da graduação em Medicina, Centro Universitário UniEVANGÉLICA
Publicado
2019-03-04
Seção
Artigo Original